O Sistema BASE organiza as decisões do professor para transformar objetivos, necessidades e características do aluno em um treinamento coerente.
Criado por Tiago Proença, o sistema conecta análise do movimento, treinamento de força e organização por padrões. A escolha dos exercícios nasce desse raciocínio e ganha sentido dentro de um processo de evolução.
Os pilares orientam a avaliação, o planejamento e a condução das sessões. Cada letra de BASE representa uma diretriz do sistema.
B
Base de treinamento fora das máquinas de musculação.
Priorizar exercícios livres, com o peso corporal, barras, halteres e kettlebells. O aluno aprende a produzir força enquanto organiza e controla o próprio movimento. As máquinas podem complementar o treino.
A
Análise funcional de movimento a partir das funções articulares.
Observar como o aluno se movimenta e como mobilidade, estabilidade e controle participam da tarefa. Essa leitura orienta o aquecimento, a escolha dos exercícios e os ajustes necessários para cada pessoa.
S
Sinergia de força com foco em exercícios multiarticulares.
Organizar o treinamento de força com exercícios que integram diferentes articulações e grupos musculares. Agachar, levantar, empurrar e puxar são ações que ajudam a construir essa base.
E
Evolução através das Classes de Padrões.
Agrupar exercícios com características semelhantes para escolher progressões, regressões e variações com critério. Um aluno pode avançar em uma classe e precisar consolidar os fundamentos em outra.
02 · Uma jornada organizada
EPGT. Etapas do Planejamento Geral de Treinamento.
O EPGT ajuda o professor a compreender o momento do aluno. Além de força e domínio técnico, considera experiência, regularidade, motivação, objetivos e disponibilidade para treinar.
01
Escola da Força
Construir os fundamentos do movimento, a técnica dos exercícios, a força e o condicionamento geral. O aluno pode permanecer nessa etapa e continuar progredindo por muito tempo.
02
Transição
Com uma base consolidada e maior constância, aprofundar a organização dos treinos e o controle de volume, intensidade e densidade, de acordo com a resposta do aluno.
03
Avançado
Aplicar estratégias de programação mais exigentes, com controle refinado das variáveis, avaliações de força e blocos de treino compatíveis com os objetivos e a experiência do aluno.
Avançar não é uma obrigação nem depende apenas do tempo de prática. A etapa precisa fazer sentido para a pessoa, sua competência nos exercícios e seu compromisso com o processo.
03 · Da organização à escolha
Padrões organizam. Exercícios concretizam.
O Sistema BASE organiza o treinamento em Padrões Estruturais. Dentro deles, as Classes de Padrões agrupam tarefas semelhantes. É nesse nível que o professor escolhe os exercícios e ajusta as progressões.
Padrões de Aquecimento
Preparação geral e específica, considerando as funções articulares e as demandas da sessão.
Padrões de Movimento
Classes como dominante de joelho, dominante de quadril, empurrar e puxar.
Padrões de Antimovimento
Controle e estabilidade para resistir a movimentos, como extensão ou rotação indesejada do tronco.
Padrões Isolados
Agrupam exercícios uniarticulares, em máquinas ou com pesos livres, com foco em músculos específicos, complementando o treino de força.
Padrões Metabólicos
Estratégias para desenvolver o condicionamento, ajustando tarefa, duração, esforço e recuperação.
04 · O raciocínio na prática
Tudo começa no primeiro treino (treino experimental).
Antes de montar o treino de força, o professor avalia os padrões básicos de movimento. No treino experimental, observa como o aluno executa exercícios destas cinco classes, identificando suas possibilidades e necessidades.
DJS
Dominante de Joelho Simétrico
DQS
Dominante de Quadril Simétrico
DJAS
Dominante de Joelho Assimétrico Sagital
EH
Empurrar Horizontal
PH
Puxar Horizontal
São classes básicas porque representam ações fundamentais de produção de força. Avaliar como o aluno se movimenta nesses padrões orienta a escolha dos exercícios, das progressões e das cargas do treinamento.
O aquecimento já faz parte do planejamento.
A partir da avaliação inicial, o professor organiza a preparação geral e específica para o treino. O aquecimento pode ser individualizado ou realizado em grupo, com ajustes que respeitem as necessidades dos alunos e as tarefas da sessão.
Exemplos de planilhas de treino (parte principal).
Exemplo com quatro treinos.
Exemplo com três treinos organizados em blocos.
Uma estrutura, diferentes decisões.
As planilhas mostram diferentes formas de organizar a parte principal do treino. As classes de padrões orientam a distribuição dos exercícios, enquanto séries, repetições e peso registram as decisões para cada sessão.
O professor escolhe os exercícios e ajusta as variáveis a partir da avaliação inicial, dos objetivos e da resposta do aluno. A estrutura organiza o trabalho, mas as escolhas e a progressão dependem de cada pessoa.
Do entendimento à aplicação
Ensinar uma metodologia que orienta tuas decisões.
Na formação presencial, esses conceitos são aprofundados com teoria e prática para que o professor compreenda o sistema e aprenda a aplicá-lo no seu contexto profissional.